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quarta-feira, 8 de abril de 2020

Matadouros e socorro aos animais no livro A Desencarnação dos Animais


O livro "A DESENCARNAÇÃO DOS ANIMAIS" é psicografado pelo espírito do veterinário Fabrício, que desencarnou na década de 70 e continuou cuidando dos animais não-humanos do "outro lado". Segue trechos do livro que relata o que acontece nos matadouros e como é feito e resgate dos animais:


Seguimos para um matadouro. A um quilômetro de distância, já podíamos sentir a forte vibração que vinha de lá. Senti-me enjoado e um pouco tonto. Laís e Lívio me prepararam, aplicando-se passes magnéticos, e logo melhorei. Contudo, não entrei, fiquei do lado de fora. As entidades que lá estavam tinham uma aparência horrível. Eram espíritos deformados por baixa vibração. Alguns não possuíam pernas, só cabeça, braços e tronco; o resto era uma massa disforme.
O cheiro que vinha de dentro do matadouro era nauseante. Laís e Lívio entraram, senti que ainda não estava preparado. Os encarnados que lá trabalhavam saíam rindo, contando piadas, sem se importarem com o sofrimento daquelas criaturinhas. Comecei a chorar e rezar, pois me preparara durante um ano em Nosso Lar para não sentir ódio; no entanto estava sendo muito difícil. Pude ver que seus guias espirituais ficavam a distância deles, e oravam muito. Pobres guias! Que tarefa árdua a deles com aqueles pupilos! Mas já sabiam que seria assim.
O matadouro era enorme. Muitos homens trabalhavam ali. A maioria tinha à sua volta uma energia muito ruim. Alguns espíritos atrasados os obsediavam e, quando viam que éramos os socorristas, riam e zombavam de nosso trabalho, mas não se aproximavam, pois possuíamos um campo vibratório magnético próprio para ir àqueles lugares, o que os impedia de chegarem perto de nós. Depois de rezar muito e finalmente não sentir mais ódio, entrei.  Fiquei horrorizado e quase desfaleci. Lívio e mais outros correram em minha direção, e fui melhorando; a primeira vez é sempre assim para nós.
Os animais recém abatidos se desligam dos corpos muito traumatizados, enquanto aqueles espíritos horríveis e deformados sugam-lhes a carne recém abatida. Eles tremiam, debatiam-se, e nós o acalmávamos. Depois, colocávamos todos em sono profundo. Isso durou o dia inteiro, até que o matadouro fechasse, para no dia seguinte tudo começar novamente. Fiquei tão chocado que não tinha palavras a pronunciar.  Lá havia apenas 20 trabalhadores como nós, para socorrer tantas alminhas indefesas.
Depois de adormecidos, todos foram colocados na vibração de sua respectiva alma-grupo: havia cabritos, bois, carneiros e porcos. As aves, como já dito, eram levadas por alguns irmãos ao celeiro que ficava acima do matadouro. Graças a Deus, aqueles animais estavam amparados por nós, e ninguém mais iria prejudica-los. Podia-se ver a energia prateada de cada alma-grupo brilhando intensamente. Com um forte campo magnético, levamos todas para o Celeiro dos Anjos, onde suspirei aliviado. Colocamos as almas-grupo dentro de enormes galpões que ficavam, em círculos, um ao lado do outro.
Permanecemos com os animais até que acordassem. Todos, sem exceção, ao acordar, pensavam que iam passar por tudo aquilo novamente. Então nós os acalmávamos, dando-lhes passes e muito carinho. O próprio galpão possuía uma vibração muito especial. Como éramos muitos na colônia, dávamos conta de todos. Esse processo de recuperação durava mais ou mens uma semana. Depois, eles ficavam mais confiantes. Toda noite havia o coral, e os que já estavam recuperados iam para perto de nós. Mesmo dentro dos galpões, eles podiam ouvir o canto celestial; sentiam-se protegidos e se acalmavam. Era triste traze-los daquele jeito, assim como era triste levá-los para reencarnar, pois sabíamos que iriam passar novamente por tudo aquilo. Infelizmente, essa era a mossa missão e a deles também.
Eu estava exausto e sentia que meu campo vibratório estava fraco, em decorrência de tudo o que vira. Então, um grupo que acompanhava Laís e Lívio me ajudou a recuperar as forças. Repousei, li um pouco e depois fui até a Praça da Harmonia, a fim de desfrutar do canto e da paz daquele ambiente. Pude ver os animais que já tinham se recuperado à nossa volta e me senti gratificado por estar ali. Quando a música acabou, fui ver os animais que havíamos trazido. Estavam todos bem, dormindo mais tranquilos. Oramos ao Pai, agradecendo pelo trabalho e pedindo maior compreensão para com todos os homens que maltratam os animais.
... E assim se passaram mais alguns meses. Apesar de ainda sentir muita tristeza ao ir aos matadouros, já não tinha tanta revolta. Eu orava muito, antes e depois, por todos. Laís e Lívio me disseram que os irmãos que estavam ali há anos não se acostumavam. Ninguém se acostuma com essas barbáries.


É um horror! O cheiro é repugnante, e os encarnados acham maravilhoso. Os frigoríficos cheiram mal, tanto na parte material como na contraparte astral. Centenas de espíritos atrasados ficam ali para sugar as energias. As pobres criaturinhas de Deus, mesmo antes de serem abatidas, sentem um terror tão grande que liberam hormônios no corpo, os quais atuam como venenos impregnando a carne. São emanações de terror, sofrimento, dor, sem falar na sensação de serem animais odiados, e não amados como desejavam. Essas terríveis emanações estão no prato de todos aqueles que consomem carne.

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segunda-feira, 6 de abril de 2020

Consumo de carne e vegetarianismo no livro A Desencarnação dos Animais


O livro "A DESENCARNAÇÃO DOS ANIMAIS" é psicografado pelo espírito do veterinário Fabrício, que desencarnou na década de 70 e continuou cuidando dos animais não-humanos do "outro lado". Segue trechos do livro sobre o consumo de carne e vegetarianismo.


Chegará o dia em que todos os homens serão vegetarianos por amor aos nossos amiguinhos, e quando esse dia chegar a Terra será um planeta de paz e harmonia com o Universo, não havendo mais guerra, conflitos e tristezas. Então, a Terra se tornará um oásis.
- Mas isso vai demorar muito.
- Vai, mas um dia chegaremos lá.
- Dá até desânimo!
- Não, amigo, se pensarmos assim, não faremos mais nada. Todo o progresso é lento, requer tempo, por isso reencarnamos na Terra. Existem milhares de planetas habitados que já passaram por esse processo, e hoje tornaram-se harmoniosos. São verdadeiros lares de paz, harmonia e progresso. Lá os animais de todas as espécies são livrs e tratados com igualdade. Ainda chegaremos a esse nível.


Muitos na Terra são pessoas boas, que amam os animais, mas comem carne. Nós mesmos comíamos todo o tipo de carne animal, quando estávamos encarnados. As pessoas acham que não podem fazer nada e pensam: “Os animais já estão mortos mesmo, então por que não comer?”. Contudo, se todos disserem não, acaba-se com todo esse comércio macabro. Seria o fim do “holocausto animal”. Mas infelizmente poucos pensam na trajetória do bife para chegar ao prato. E é bom nem falarmos na carne da vitela! A vibração negativa na hora da morte de nossos irmãozinhos é terrível. Eles gritam de dor e de tristeza, e essa vibração toda, altamente negativa, vai para a mesa das pessoas. Já as vibrações dos vegetais, dos legumes e das frutas são harmoniosas e colaboram para a cura de muitas doenças... Mas ninguém se preocupa com a saúde. Só quando adoecem. Eles não imaginam que estão ingerindo proteína carregada de sofrimento. Somos todos irmãos, filhos do mesmo Pai. Todos nós, inclusive os animais de todas as espécies e tudo o que habita o planeta, como os minerais e os vegetais, viemos do elemento inteligente universal.


Para tudo há um tempo. As populações ribeirinhas são extremamente pobres e não tem acesso à nenhuma informação. Assim como os índios, criam animais e se alimentam de caça, da pesca e de alguns vegetais. Algumas tribos vão mais longe, comem tatus, veados, tamanduás, porcos do mato e até morcego. Como poderíamos imaginar que essas humildes criaturas desinformadas aceitassem não consumir carne? É por isso que essa transformação tem que começar pelo homem instruído, para que depois, gradativamente, a compreensão chegue a todos. Por isso é que acho que levará um bom tempo para a mudança ser efetivada.


Granjas, matadouros e frigoríficos são, na verdade, um “holocausto animal”, e quem os têm e trabalha neles deixa uma conta imensa aberta no Universo... Isso tudo faz parte do processo evolutivo, e cabe a cada um essa transformação. O amor e a compaixão para com os seres vivos é uma vitória contra a escuridão.
- Eu sei, e o ideal para o homem é cortar todas as ligações com essa sintonia, não comendo carne de nenhuma espécie.
- Cada vez que o homem comprar um produto que está livre de crueldade estará se iluminando.
- Os animais possuem um princípio inteligente, uma alma que lhe é própria; porém, estão em uma fase evolutiva anterior à do homem. Eles evoluem lentamente, e nós somos os responsáveis por sua evolução, pois tudo se encandeia no Universo.



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Consumo de carne e vegetarianismo no livro Todos os animais merecem o céu


O livro "TODOS OS ANIMAIS MERECEM O CÉU" é psicografado pelo espírito de um veterinário que relata como é o trabalho de cuidados aos animais no mundo espiritual. Segue trechos do livro que falam sobre o consumo de carne e vegetarianismo.

— Os senhores notam algo de diferente nesta carne em relação ao que acompanharam até o momento?
Todos observaram melhor e viram ainda entidades abraçadas aos pedaços de carne e uma nuvem escura ao redor da peça comercial de carne.
Então falou:
— Esta energia permanecerá com a carne enquanto existirem células vivas nela e enquanto não se deteriorar a última célula, aqueles seres permanecerão ali, tentando sorver o que puderem. Mesmo após cozida, a carne levará parte desta energia, em um bife, por exemplo, que poderá ser servida a qualquer pessoa. A pessoa que ingeri-la, absorverá parte daquela energia escura conseqüente ao que passou o animal antes de sua morte e algo das entidades que se mantiveram em contato com a peça o tempo todo.
— Professor. É por isso que não se recomenda comer carne vermelha antes de algum tratamento espiritual?
— Isso mesmo, senhor Marcelo, não se recomenda comer qualquer carne, mesmo a de frango ou de peixe, antes de qual quer tratamento espiritual. Na verdade o ideal seria que deixássemos de ingerir carne de modo geral, mas como a maioria de nós ainda sente necessidade desse tipo de energia, então o consumo é aceito fora dos tratamentos que envolvam energias espirituais. Com o tempo, todos teremos aversão a ingerir carne e acabaremos por achar incrível que alguém possa matar para comer. Em relação à carne vermelha, o que a diferencia de uma branca é a quantidade de mitocôndrias, isto é, microestruturas encontradas dentro das células musculares da carne de consumo. As mitocôndrias são pequenas fábricas, do ponto de vista espiritual, de ectoplasma. Isso significa que ao nos alimentarmos desse tipo de carne estamos ingerindo ectoplasma impregnado por aquelas energias de sofrimentos pré-agônicos do abatedouro. A carne de peixe e frango possuem uma menor quantidade de mitocôndrias e conseqüentemente menos ectoplasma será ingerido por nós, mas mesmo em quantidades menores podemos sentir a energia densa do sofrimento pré-agônico da ave ou do peixe. A quantidade desta energia é dezenas de vezes menor que a notada na carne vermelha, mas ela existe ainda assim.
... encontraram dezenas de funcionários almoçando e o prato principal era carne. O professor Anésio abriu uma tela fluídica à frente dos alunos e pediu que observassem qual o trajeto da energia no organismo:
— Vejam. A pessoa que ingere carne, imediatamente, tem a cor de sua aura alterada. Os tons tornam-se escuros. Observem os intestinos. Notem como revestem-se de uma espécie de fuligem negra. As células intestinais parecem relutar para absorverem, mas assim que o fazem, tornam-se escuras. Essa energia escura circula pelo sangue fazendo agregar moléculas de gorduras, nas paredes dos vasos sangüíneos levando a risco de formar estreitamentos. Ao chegarem às células do corpo, essas também tornam-se escuras, vejam — e apontou o dedo indicador para a tela onde se podiam ver as células corporais intoxicando-se com essas energias.
— Professor — perguntou Guilherme — esse tipo de energia pode ser visto entre a presa e o predador carnívoro na natureza?
— Não. Esse tipo de energia é própria de animais que passam por longos períodos de sofrimento no abatedouro. Na natureza tudo é muito rápido e não dá tempo de gerar esse tipo de energia

... os pescadores e caçadores de animais marinhos merecem trabalhar para sobreviver como qualquer outra pessoa. Não podemos impedi-los diretamente. Eles pescam e caçam por que há quem consuma o produto de suas atividades. O ideal seria se as pessoas se conscientizassem e deixassem de consumi-los, evitando a matança exagerada de milhares de baleias e golfinhos, e outras espécies, anualmente. Muitas estão quase em extinção por esse motivo, apesar de estarmos fazendo o possível para que isso não aconteça. As baleias e golfinhos têm muita consciência, mais do que vocês imaginam, e quando reencarnam nesta condição já sabem o risco que vão enfrentar e o aceitam voluntariamente. Como eu disse, não podemos agir diretamente impedindo a caça e a pesca, pois milhares de famílias dependem desta atividade. O que fazemos com freqüência é agir sobre a mente de políticos influentes para que regulamentem e policiem esta atividade

VGETARIANISMO
... Não podemos impedir, mas podemos influenciar nas mudanças de hábitos. Vocês já devem ter reparado que está diminuindo o consumo de carne ano a ano. Chegará em breve uma época em que não a comeremos mais. As pessoas não conceberão a idéia de matar para comer. A tecnologia, a engenharia de alimentos e a genética trabalharão em conjunto para criar alimentos sintéticos. Existe um projeto para isso em breve. Por enquanto os humanos estão indo nesse sentido com a produção dos transgênicos e com a manipulação genética. Em breve, a carne natural será substituída por carne sintética, que será idêntica em sabor e textura à carne obtida do abate de animais. Essa necessidade de comer carne deixará de existir e com isso deixaremos nossos irmãos animais viverem em paz. Até mesmo não consumiremos vegetais, somente proteínas e outros nutrientes sintéticos, produzidos em laboratórios de manipulação genética. Enquanto isso não ocorre, tentaremos dificultar que matem animais em excesso, além do necessário para venderem e sobreviverem


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sábado, 15 de junho de 2019

Relação entre leite e câncer

Será????






Quando falamos que a indústria do leite também mata, sempre surge um batalhão de ovo-lactos ofendidos jurando que já fazem muito e que já estão salvando animais. Nem vou entrar nesse mérito, mas é fato que a indústria do leite não mata só animais. Ver uma marca de laticínios contando vantagem por doar parte de sua renda à um lugar dedicado ao estudo e tratamento do câncer, por mais louvável que pareça, é algo que merece uma análise. 

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Diversos estudos relacionam o consumo de leite e derivados à diversas doenças, inclusive CÂNCER. A FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação) já afirmou que alimentos de origem animal estão deixando a população mundial doente, recomendando a dieta vegetariana. A FAo chegou a colocar as carnes processadas no grupo 1 de alimentos cancerígenos, e as vermelhas no grupo 2. Veja aqui: http://www.fao.org/ag/againfo/resources/en/publications/World_livestock/2013.htm?fbclid=IwAR2Y37DZcgisawI7tMQgH1jfLrdD0rcoULQNVrUUXIVR-wNZXKjNV5BCeuo


O departamento de nutrição da Universidade de Harvard nos EUA também já retirou o leite da pirâmide alimentar devido aos malefícios à saúde. Uma das razões foram os diversos estudos relacionando o consumo de leite com o câncer de mama e de próstata. Em 2015 a Escola de medicina de Harvard chegou a publicar um artigo sobre cálcio reafirmando que o consumo de leite para prevenção à osteoporose não passa de mito. Para prevenir a perda óssea, a publicação indica o consumo de verduras escuras, pegar sol e a prática de atividade física, como natação.
Link para a publicação: https://www.hsph.harvard.edu/nutritionsource/what-should-you-eat/calcium-and-milk/calcium-full-story/


Hoje sabemos que o consumo de leite pode favorecer o surgimento de problemas como acne, anemia, diabetes, obesidade, osteoporose.... e câncer. Nos últimos anos diversos médicos vem alertando a população sobre os riscos do consumo de leite, inclusive profissionais do Albert Einstein, considerado um dos melhores hospitais do país. Contudo, invés de ouvir o que esses médicos estão nos trazendo, muitas vezes esses médicos são ridicularizados, isso quando não são até mesmo atacados pela indústria leiteira. Mais abaixo colocarei alguns links de vídeos com entrevistas com esses médicos onde é possível ver comentários como “Tenho 22 anos de idade, sempre tomei leite e tô viva.” Seguindo esse raciocínio, podemos dizer que até Coca-Cola é bom para a saúde, já que tem pessoas com bem mais de 22 anos que tomaram refrigerante a vida inteira e também estão vivas.


Esses são alguns dos estudos citados:


1 - Em 2007 o European Journal of Clinical Nutrition publicou um estudo em que foram avaliadas 2.109 mulheres de oito países europeus que tinham participado de um estudo anterior de câncer de mama. O estudo demonstrou que níveis elevados de IGF-1 estavam associados ao consumo de proteínas de origem animal. O IGF-1 é um hormônio produzido pelo fígado e que em níveis aumentados pode estimular a carcinogênese. O estudo também levou em conta outros fatores como consumo energético, idade, índice de massa corporal, tabagismo e atividade física.
Link para o estudo: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16900085

2 - O periódico British Journal of Medicine é especializado em artigos de saúde e em 2014 publicou um estudo da Universidade de Uppsala (Suécia) em que foi constatado que o consumo de leite de vaca prejudica a saúde dos ossos, do coração e colabora para a incidência de alguns tipos de câncer. O estudo acompanhou 61.433 mulheres por 20 anos e 45.339 homens por 11 anos. A conclusão do professor Karl Michaelsson foi que os açúcares naturais presentes no leite causam um processo de oxidação e de inflamação nas células, o que promove o aparecimento de diversas doenças. A gordura saturada e o colesterol, também presentes naturalmente no leite, colaboraram para os resultados negativos do produto no grupo estudado. O estudo também mostrou que o leite in natura é até pior que os produtos derivados, como queijos e iogurtes. Nessa parte os resultados foram ruins para os participantes de ambos os sexos, mas de forma bem mais agressiva para as mulheres. “As mulheres que bebiam três ou mais copos de leite de vaca por dia tinham o dobro de chance de morrer no final do estudo do que aquelas que bebiam menos de um copo por dia. E aquelas que tiveram uma alta ingestão de leite também tiveram um risco 50% maior de fratura de quadril.” – disse Karl. Apesar do Ministério da Saúde do Brasil indicar até 3 porções diárias de leite e derivados, o estudo realizado pelo professor Karl considerou essa quantidade como “alto consumo de leite”. “Nossos resultados podem questionar a validade das recomendações de consumir grandes quantidades de leite para prevenir fraturas por fragilidade.” – completou Karl. 

Link para o estudo: https://www.bmj.com/content/349/bmj.g6015

3 - O "The China Study" foi um estudo realizado com populações rurais da China que durou 20 anos. O estudo iniciado em 1983 e encerrado em 2003 foi conduzido por T. Colin Campbell, PhD em Bioquímica, Nutrição e Microbiologia, pela Universidade de Cornell, nos Estados Unidos. O estudo conclui que alimentos de origem animal promovem o câncer e outras doenças graves, enquanto os de origem vegetal previnem e podem até curar. A caseína, principal proteína do leite, foi considerada ‘o mais relevante promotor do câncer já descoberto’, nas palavras do próprio Campbell. Em 2009 Campbell deu uma entrevista ao The Huffington Post sobre a relação dos alimentos de origem animal com o câncer e outras doenças. "os nutrientes de alimentos baseados em animais, especialmente a proteína, promovem o desenvolvimento do câncer onde os nutrientes de alimentos vegetais, especialmente os antioxidantes, revertem o estágio de promoção. Esta é uma observação muito promissora, porque o câncer progride ou retrocede em função do balanço dos fatores de promoção e anti-promoção encontrados na dieta, assim, consumir alimentos vegetais anti-promotores tendem a impedir o câncer de avançar, talvez até mesmo revertendo a promoção. A diferença entre indivíduos é quase inteiramente relacionada a suas dietas e hábitos de vida." – explicou Campbell. "A maioria das estimativas sugerem que não mais do que 2-3 porcento dos cânceres ocorrem devido a fatores genéticos; quase todo o resto é devido à dieta e hábitos de vida." - completou.

Link para a entrevista: http://www.huffingtonpost.com/kathy-freston/a-cure-for-cancer-eating_b_298282.html

Uma observação interessante é que Campbell vem de uma família leiteira, ele cresceu nesse meio e todos esperavam que seguisse os negócios da família. Seus primeiros estudos eram direcionados para produzir mais proteína animal e de melhor qualidade, mas os estudos acabaram revelando o contrário. Mais tarde, o Dr. Campbell também participou de documentários que promoverem a dieta vegetariana estrita, como Forks Over Knives e Food Choices.


4 - Em 2017 o American College of Cardiology publicou em seu jornal online um estudo que relaciona padrões alimentares e alimentos específicos à saúde cardiovascular e também à saúde em geral. O artigo afirma que uma dieta saudável deve evitar gorduras saturadas e transaturadas, sódio, açúcar e grãos refinados e mostra a relação entre o aumento na mortalidade por doenças cardíacas com um alto consumo de proteína animal. O estudo também afirma que alto consumo de proteína vegetal pode previr doenças. "Todas as fontes de proteína animal (ovos, peixe, frango, carne vermelha, e carne processada) foram relacionadas com o aumento de mortalidade por todas as causas relativamente às proteínas vegetais, com as carnes processadas sendo associadas com mais mortes por doenças cardíacas e o consumo de ovos com mais mortes por câncer.", concluiu o Artigo. O estudo recomenda somente o consumo de laticínios nas versões pobres em gordura e de forma limitada.

Link para o estudo: http://www.onlinejacc.org/content/69/9/1172

->Para quem se interessar sobre o assunto, podemos encontrar diversos relatos de pacientes de câncer que decidiram cortar o leite de suas dietas. Um dos que mais me chamou a atenção foi o caso de uma professora britânica chamada Jane Plant que fala sobre sua superação ao câncer de mama com a eliminação dos laticínios de sua alimentação. Ela inclusive fala do IGF-1. “o leite e a carne de animais leiteiros contêm quantidades significativas de IGF-1... mulheres na pré-menopausa com altos níveis de IGF-1 têm um risco maior de câncer de mama, e homens com altos níveis correm maior risco de sofrer de câncer de próstata do que aqueles com níveis mais baixos. No entanto, fomos todos criados para acreditar que deveríamos beber um litro de leite todos os dias.”- afirma Jane. Vale a pena a leitura: https://www.canceractive.com/article/professor-jane-plant-your-life-in-your-hands


Além de câncer também é possível identificarmos a relação entre o consumo de leite e o surgimento de diversos outros problemas de saúde, como por exemplo:

1 - Em 2005 as professoras e doutoras em nutrição da Universidade Federal do Pernambuco, Maria A. A. Oliveira e Mônica O. Osório, publicaram um artigo onde desaconselham o consumo de leite de vaca por crianças pelo risco de favorecer o surgimento de anemia. Elas trazem que o leite de vaca tem quantidades excessivas de proteínas, além de alto teor de cálcio e fósforo, o que dificulta a absorção do ferro. “Apesar de parecer uma opção prática e econômica, o leite de vaca, integral ou diluído em água, adicionado de farinhas e açúcar, não é indicado para crianças menores de 12 meses, pelos inúmeros danos que pode ocasionar à sua saúde. Entre as manifestações clínicas mais comuns, encontram-se as gastrintestinais, respiratórias, cutâneas e anafiláticas. Além disso, como o leite de vaca é o alimento mais freqüente da dieta na fase de desmame... pode favorecer o desenvolvimento da anemia ferropriva” – afirma o estudo.

Link para o estudo: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000600004

2 - Em 2013 a Revista Diabetologia publicou um estudo realizado pelo Dr. Guy Fagherazzi no INSERM (Instituto Nacional Francês de Saúde e Pesquisa Médica) relacionando o consumo de leite e carne com o aumento de 56% do risco de diabetes tipo 2. Durante o estudo 60 mil mulheres foram acompanhadas durante 14 anos. O estudo concluiu que alimentos como carne, leite e queijo dificultam a ação da insulina, fazendo com que nosso corpo não consiga transformar o açúcar em energia.
Link para o estudo: http://diabetologia-journal.org/files/Fagherazzi.zip

3 - Em 2015 o portal FoodMed publicou uma matéria relacionando o consumo de leite à diversas doenças, inclusive ao maior risco de fraturas ósseas. A matéria conta com citações à diversos artigos científicos, inclusive sobre o IGF-1.
Link para a matéria: http://www.foodmed.com.br/as-doencas-relacionadas-ao-consumo-do-leite-de-vaca/


4- Um estudo publicado em 2017 na Revista da UniFOA - Centro Universitário de Volta Redonda chamou a atenção para o aumento de acne em pessoas que consomem leite. O estudo comparou indivíduos com diferentes dietas e ficou claro que indivíduos que consomem leite com frequencia tem maior índice de acne em detrimento de indivíduos que mantém alimentação a base de grãos e vegetais. O estudo também levou em conta outros fatores, como o estresse. "O estudo aponta também que o consumo de leite, assim como o de sorvete, mais do que uma vez por semana, aumentou o risco de ocorrência de acne em quatro vezes, o que não se confirma em relação ao consumo de iogurte, queijo, chocolate e nozes. Levinske e Franceschini (2010) afirmam que o aumento da glicose no sangue eleva os níveis de testosterona, o que refletiria um aumento da secreção das glândulas sebáceas. Apesar de o leite possuir baixo índice glicêmico, ele induz o aumento dos níveis do fator de crescimento insulina-simile (IGF-1) por conter estrógeno, progesterona, precursores andrógenos e esteroides, favorecendo o surgimento e/ou agravamento da acne."



Alguns médicos e profissionais da área da saúde que já se dedicaram a derrubar o mito de que devemos consumir leite:


1 - O onco-hematologista Gustavo Vilela, membro do Hospital Albert Einstein, já afirmou que o consumo de leite de vaca pode favorecer o surgimento de diversas doenças, como câncer de mama, próstata e cólon, doenças autoimunes e coronárias, osteoporose, algumas doenças da retina e dos rins, entre outras.

Link: https://www.vista-se.com.br/medico-do-hospital-albert-einstein-alerta-para-o-perigo-do-consumo-de-leite-animal/comment-page-1/

2 - Em 2017 a engenheira química e mestranda em ciências da nutrição humana, Morena Bertuzzi, falou em seu perfil no Instagram sobre a relação ente o consumo de leite, ovos e carne com o surgimento da acne e a propensão à doenças como câncer e diabetes. Segundo ela, o consumo de ovos, carne e leite está relacionado ao aumento da produção de uma enzima (mTORC1) que contribui para a acne. “O leite de vaca tem 3x mais leucina que o leite humano e a leucina está diretamente relacionada ao aumento desta enzima. Doenças mais graves estão relacionadas ao aumento da mTORC1 como o câncer, diabetes e Alzheimer.” – afirmou Morena.
Link: https://www.instagram.com/p/BZ3mITKFNfN/?fbclid=IwAR0Hk-9mB9X2iH8kp_7JNCgAtFA9jlppapOKIRRx7mktCpIT8ERLTUz_5UY

3 - Médico nutrólogo Jose Roberto Kater condena o consumo de leite durante programa da Record em duas oportunidades:

-> https://www.youtube.com/watch?v=0HfU7mRkMTk&feature=youtu.be&fbclid=IwAR3JexGIhF0ep-7CMMJG2fOfs2sEFZkzEa1aHdBQsNCRqPvR0WgvE1l1W0U

-> https://www.youtube.com/watch?v=erS6H_icaBQ&feature=youtu.be&fbclid=IwAR0Jvwzx6KkgQQtkwgkIlIyYzvl9WVhhcnMY9qds51WYqlPoy6ljuAHpsEs

4 - Médico Gabriel Azzini nos dá 5 motivos para não consumirmos leite:

https://www.facebook.com/hojesouvegetarianovegano/videos/1650278171679509/UzpfSTEwMDAwMDAyNTk1OTM2NjpWSzo2OTI3NzkyMzc1OTA2NDE/


🔴 Mais informações:

https://www.facebook.com/notes/maria-jos%C3%A9-nia-guedes/venci-o-c%C3%A2ncer-ao-cortar-os-latic%C3%ADnios-e-alimentos-de-origem-animal/582354798549445/

https://www.anda.jor.br/2015/02/universidade-harvard-retira-leite-lacticinios-piramide-alimentar/

https://www.mapaveg.com.br/alimentos-de-origem-animal-promovem-o-cancer-aponta-estudo

https://www.youtube.com/watch?v=xX1zGwgupjs

sábado, 1 de outubro de 2016

Iniciativa de estudante de Física aumenta opções de alimentos veganos na Uerj

NOTA: É a isso que eu me refiro digo que temos que nos mexer e nos fazer sermos ouvidos. Sempre que vejo veganos reclamando que não encontram produtos nos mercados perto de sua casa, eu sempre sugiro que conversem com o gerente ou com o dono do estabelecimento. Muita gente acha que não adianta, que não vão dar atenção.... Muitas vezes não adianta mesmo, mas muitas outras vezes adianta!! Podemos fazer a diferença e propagar cada vez mais o veganismo. Lembrem: não é por mim, nem por você, é pelos animais!! 




Diante da falta de opções de comidas veganas na universidade, Gabriel Ramos, do 9º período do curso de Física e adepto do veganismo há quatro meses, sugeriu ao dono da Cantina do Gê (localizada no 3º e no 12º andar) que começasse a vender produtos desse tipo. O estudante fez toda a comunicação com fornecedores e participou da escolha do cardápio. O menu vegano conta com coxinhas de jaca e alho poró, quibe de tofu, bolinho de aipim com soja e pastel de forno de palmito – todos livres de proteína animal e derivados.
Os lanches custam R$4,80 e estão fazendo sucesso entre alunos e funcionários, vegetarianos e não vegetarianos.
Gabriel Diniz, um dos responsáveis pela lanchonete e quem aceitou a proposta do novo cardápio, conta que na primeira semana encomendou somente 60 unidades para fazer um teste e que tudo acabou em um dia. “Apesar de não ser adepto, sempre achei muito interessante. A procura é grande, me surpreendeu e, por isso, agora estamos estocando. Queremos montar uma linha vegana. Semana que vem chegam também os alimentos doces”, informa.
Segundo a The Vegan Society (Inglaterra), a mais antiga entidade vegana do mundo, o veganismo é um estilo de vida que busca excluir, na medida do possível e do praticável, todas as formas de exploração e de crueldade contra animais – seja para alimentação, vestuário ou outra finalidade. Os adeptos têm em comum “uma dieta baseada em vegetais, livre de todos os alimentos de origem animal, como carne, laticínios, ovos e mel, bem como produtos como o couro e qualquer produto testado em animais”.
O estudante de Física conta que, há dois anos, teve vontade de virar vegetariano, mas até então não estabelecera uma meta; apenas optava por outros pratos para substituir a carne, ainda sem grande esforço, pois não tinha chegado ao nível de consciência necessário para tal atitude. Foi quando assistiu a um vídeo na internet intitulado Da fazenda ao frigorífico que tomou a decisão: “Na mesma semana já parei com tudo. Nem ovos, nem queijo, porque tudo isso faz parte do mercado, não só a carne. A produção dos derivados é tão cruel quanto.”
– Isso também depende muito da consciência, não é só saúde. Porque saúde a gente vai sempre adiando, mas, quando se trata da consciência de que a gente está fazendo mal a outros seres que nada fizeram a nós, a gente para pra pensar mais a fundo – ressalta Gabriel.
Os alunos vegetarianos e veganos da Uerj sofrem com a falta de um cardápio adequado a sua dieta no restaurante universitário. Por conta disso, criaram nas redes sociais o grupo Veganos Uerj – por um bandejão inclusivo, que possui 250 membros. Lá, eles compartilham descobertas de novos alimentos e estabelecimentos, iniciativas, questionamentos e eventos coletivos (como piqueniques).
Brenda Ferreira, ex-aluna de Administração, relata que raramente tem esse tipo de comida no bandejão. Por isso, muitas vezes leva comida de casa ou procura alternativas como tapiocas e hambúrgueres especiais nas redondezas da instituição.
Gabriel também evidencia as dificuldades para almoçar ou jantar no restaurante da Uerj: “A opção vegetariana e vegana no bandejão parece que é só uma vez na semana, então, nos outros dias a gente fica comendo arroz, feijão e salada. Às vezes, na guarnição vem um legume – um chuchu, uma cenoura. Mas, às vezes, vem batata, que, geralmente, é feita com margarina comum, e aí a gente acaba não consumindo. Eu já reclamei com a nutricionista, sempre se pode fazer uma coisa mais inclusiva, abranger também o vegano, mesmo que seja um simples creme, para que a gente tenha uma refeição completa e saborosa como qualquer outra pessoa.”
Com exceção das cantinas do 3º e do 12º andar, nenhuma outra possui lanches veganos. Apesar disso, todas as lanchonetes têm pelo menos uma opção de salgado vegetariano. Os mais encontrados são pão de queijo, esfirras de queijo e espinafre, pasteis de ricota com tomate seco e de banana com canela, e croissants de minas com cebolinha. Esses alimentos são bastante procurados, porém, custam um pouco mais caro que os demais – fator negativo apontado pelos próprios comerciantes. Ainda assim, eles vêm buscando se adequar para atender à crescente demanda do grupo, embora lidem com a falta de fornecedores que produzam alimentos especificamente veganos.
Os restaurantes self-service espalhados pela Uerj apresentam os mesmos problemas do bandejão. Possuem legumes, saladas e grãos, mas a maioria não tem opção de proteína vegetal.
– Não trabalhamos com isso. Até existem pessoas que pedem, mas meu cardápio não comporta. Eu gostaria, acho muito legal e interessante, mas não tenho espaço no balcão. Talvez um dia eu até monte um restaurante vegano, tenho vontade. Mas, aqui na Uerj, não acho que seja prioridade. Temos saladas bem variadas. Esses alimentos são mais caros, eu teria que aumentar o valor da comida e isso poderia atrapalhar as vendas – explica a responsável pela cozinha do Crisfam, que oferece comida a quilo no 5º andar.

Fonte: UERJ Chama

sábado, 7 de novembro de 2015

Ovos de galinhas soltas pode?

Galinhas, como todos os animais, possuem uma linguagem única para comunicar-se com os de sua espécie. Cada sequência de sons que elas piam, cacarejam e cantam tem um significado social, emocional ou pessoal. E se você passar tempo suficiente com esses amigos emplumados, você começaráa escutar as histórias que elas estão contando, assim como aconteceu comigo.

O canto trompeteador do galo convocando suas galinhas para o jantar.

As piadas rápidas dos pintinhos enquanto procuram por sua mãe.

O cacarejo oscilante de uma galinha enquanto ela bota um ovo…

De todos os sons que eu conheci durante o ano que passei voluntariando em fazendas orgânicas, eu acredito que a canção de botar ovos das galinhas foi o que mais me impactou. De alguma forma eu acreditava que era um processo silencioso, que as galinhas iam sorrateiramente para o seu esconderijo favorito e calmamente construiam seu ninho.

Enquanto as galinhas realmente buscam a solidão à medida que o processo de postura de ovos se inicia, elas também começam a emitir um padrão inconfundível de cacarejos acentuado por um notavelmente alto “Cóooo!”ao final de cada frase. Elas cantam esta canção com tanta intensidade, olhos arregalados e agitados, até que o ovo seja finalmente empurrado para fora. É o suficiente para fazer qualquer um se sentir agradecido por não ter nascido uma galinha poedeira. 

Embora nossas galinhas poedeiras de hoje sejam as descendentes do Galo Banquiva (Gallus gallus) que bota cerca de 60 pequenos ovos por ano, a maior parte das nossas galinhas domesticadas modernas foram criadas para botar mais de 300 ovos grandes por ano.

Se deixadas livres para se comportar de maneira “natural”, a maior parte das galinhas vão botar o numero de ovos que desejem para uma ninhada apropriada e então param de produzir mais ovos até que seus filhotes estejam crescidos o suficiente para alimentarem-se sozinhos. 

O período antes da eclosão de seus ovos, enquanto ela se senta em seu ninho, esquentando e protegendo seus ovos, é chamado de “período de choca”.

Se os ovos de uma galinha são retirados em uma frequência regular, ela continua a botar, em uma tentativa inútil de seguir seus instintos e formar uma ninhada apropriada. Na verdade, os instintos de aninhamento das galinhas são tão fortes que elas continuam a tentar montar uma ninhada tendo ou não um galo presente para fertilizar os seus ovos*.
 *Acredita-se que as galinhas não tem como saber quais de seus ovos foram fertilizados com sucesso.

Nesse ponto minha empatia por estas pequenas fêmeas emplumadas deve estar evidente, mas infelizmente não esteve sempre tão presente. Durante o tempo que trabalhei com elas, houve umbocado de experiências que mudaram minha perspectiva sobre ovos e abriram meu coração para as galinhas que os haviam botado. 

A primeira começou fazendo uma omelete caseira de “ovos frescos de fazenda” de ovos que uma amiga havia coletado. Eu quebrei dois ovos sem nenhum problema. Mas no terceiro, ao invés de gemas e claras, um corpo pequeno e parcialmente formado de pintinho escorreu para a frigideira. Meu estômago subiu por minha garganta. De alguma forma ver o início de um corpo em um dos ovos que eu estava prestes a ingerir pareceu muito diferente para mim do que simplesmente ingerir um óvulo não fertilizado. De repente ovos não eram mais algo que você simplesmente escolhe no Mercado. Ao invés disso, eu comecei a enxerga-los como o começo de uma galinha.

A segunda experiencia que mudou minha perspectiva foi o dia que eu me vi retirando ovos diretamente debaixo de uma galinha chocando. Nesta manhã em particular eu estava ajudando a podar lavanda em uma fazenda que eu estava voluntariando. Meu anfitrião e eu estavamos cortando as lavandas quando de repente escutamos um cacarejo agitado abaixo de nós. Conforme empurramos um dos arbustos nós encontramos uma galinha preta grande que tinha feito um ninho. Ela estava tentando proteger sua ninhada dos intrusos que pairavam sobre ela, mas ela não era capaz disso. Ela havia sido trazida para a fazenda para produzir ovos, e ainda que ela tivesse sido astuta o suficiente para construir um ninho longe do galinheiro, seus ovos não eram considerados como propriedade dela.

Como nós conseguimos tirar ela do ninho está um pouco nebuloso na minha memória, mas eu acredito que a distraí enquanto meu companheiro no crime rapidamente a apanhou. E então eu tomei os ovos de debaixo dela.

Eu rapidamente coloquei os ovos na geladeira para que os funcionários da fazenda levassem para casa, já que pensamos que ela não havia chocado por tempo suficiente para que os pintinhos se formassem.
Quando fui para fora de novo, eu encontrei a galinha preta frenéticamente ziguezagueando para dentro e para fora da lavanda, chamando por suas amigas galinhas, algumas das quais correram para acudir enquanto ela continuava procurando por seus ovos desaparecidos. Eu tentei colocar minha culpa de lado e continuar com meu dia. Mas quando retornamos para almoçar, horas mais tarde, ela ainda estava lá se movendo vagarosamente para dentro e para fora da plantação de lavandas e balbuciando consigo mesma enquanto procurava em vão.

Eu falei de minha culpa para o meu anfitrião e nós debatemos sobre se nós deveríamos devolver os seus ovos. Até que finalmente acordamos que era tarde demais, os ovos haviam sido resfriados por muito tempo e nós deveríamos deixar estar.

De alguma forma, cada ovo botado drenou seu corpo de cálcio e outros nutrientes essenciais*, desnecessariamente encurtando sua vida para alimentar os seus captores. E agora, não importa o quanto seus pequenos olhos tristes procurem, todo o seu trabalho foi perdido.

*Algumas galinhas (se elas não tiveram seus bicos decepados) irão comer seus próprios ovos não fertilizados se o ovo estiver quebrado, se elas estiverem sob estresse, para repor nutrientes perdidos pela bota de ovos (se elas estiverem com falta de nutrientes), ou se não houver espaço suficiente no ninho.


O que é um ovo para uma galinha?

Cada galinha, assim como com as pessoas, é diferente. Algumas são distraídas, chocando no meio do quintal. Outras são agressivas e reservadas, tentando bicar os calcanhares de qualquer um que passe por perto. E outras ainda, como a mamãe galinha da lavanda, que criam laços com cada ovo que botam.

Não importa a personalidade, não importa onde ou como o ovo é botado, não importa se está fertilizado ou não, cada ovo é o começo de uma galinha. E cada minuto que eu observei aquela grande galinha preta procurando e chamando, horas depois de seu ninho ter sido roubado, eu soube que não importa a definição que a gente dê para o seu relacionamento com seus ovos, eles não nos pertencem.


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Esse texto foi o que me fez compreender a problemática dos ovos numa abordagem vegana. Antes disso eu não conseguia entender porque seria errado comer ovos não galados. Esse texto me tocou muito profundamente. Eu espero que possa ajudar outras pessoas também. Me senti extremamente feliz de poder traduzir e publicar essas palavras. Ainda trago todos os links depois, que a urgência é maior que o meu tempo disponível no momento. O link está disponível no título, mas segue aqui também.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Anna Kingsford – A Mãe do Vegetarianismo

Anna Kingsford, a grande médica inglesa, não mediu esforços para propagar o vegetarianismo. Foi estudar em Paris porque na Inglaterra não aceitavam mulheres nos cursos de medicina, pois queria provar que a dieta vegetariana é a mais adequada ao homem. Ela se desincumbiu desta tarefa com brilho e defendeu sua tese, em 1880, De l’Alimentation Végétale chez l’Homme (A Alimentação Vegetal do Homem).
Esta tese foi posteriormente publicada em inglês com o títuloThe Perfect Way in Diet (O Caminho Perfeito na Dieta). Trata-se de uma apresentação pioneira de quase todos os argumentos ainda hoje utilizados na defesa do vegetarianismo, como uma dieta que traz benefícios para a saúde, para os animais e para o Planeta, e também a mais adequada para quem almeja trilhar o caminho da virtude, ou o caminho espiritual. Anna Kingsford advoga nesta obra o retorno à dieta natural e ancestral de nossa raça, cobrindo temas como anatomia e fisiologia, hábitos naturais, química, efeitos estimulantes da carne, alcoolismo, considerações sociais etc.
Para Anna Kinsford, que com justiça é considerada a Mãe do Vegetarianismo no Ocidente, o movimento vegetariano significa a redenção do mundo:

 “Considero o movimento vegetariano o mais importante movimento de nossa época. Acredito nisso porque vejo nele o começo da verdadeira civilização.Minha opinião é que até o presente momento não sabemos o que significa civilização. Quando olhamos para os cadáveres dos animais, sejam inteiros ou cortados – que com molhos e condimentos são servidos em nossas mesas – não pensamos no horrível fato que precedeu esses pratos; e, não obstante, é algo terrível saber que a cada refeição que fazemosfoi a custo de uma vida.
Sustento que devemos à civilização a elevação de toda aquela classe profundamente desmoralizada e barbarizada de pessoas – açougueiros, boiadeiros e todos os outros envolvidos nesse negócio deplorável. Milhares de pessoas são degradadas pela presença de abatedouros em suas vizinhanças, o que condena classes inteiras a uma ocupação aviltante e desumana. Aguardo pelo tempoem que a consumação do movimento vegetariano tenha criadohomens perfeitos, pois vejo nesse movimento o alicerce da perfeição. Quando percebo as possibilidades do vegetarianismo e as alturas a que ele pode nos elevar, me sinto convencida de que ele se provará o redentor do mundo”. 



Fonte: Sítio Veg

Casos de espíritos do livro A desencarnação dos Animais

O livro "A DESENCARNAÇÃO DOS ANIMAIS" é psicografado pelo espírito do veterinário Fabrício, que desencarnou na década de 70 e cont...