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sábado, 15 de junho de 2019

Relação entre leite e câncer

Será????






Quando falamos que a indústria do leite também mata, sempre surge um batalhão de ovo-lactos ofendidos jurando que já fazem muito e que já estão salvando animais. Nem vou entrar nesse mérito, mas é fato que a indústria do leite não mata só animais. Ver uma marca de laticínios contando vantagem por doar parte de sua renda à um lugar dedicado ao estudo e tratamento do câncer, por mais louvável que pareça, é algo que merece uma análise. 

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Diversos estudos relacionam o consumo de leite e derivados à diversas doenças, inclusive CÂNCER. A FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação) já afirmou que alimentos de origem animal estão deixando a população mundial doente, recomendando a dieta vegetariana. A FAo chegou a colocar as carnes processadas no grupo 1 de alimentos cancerígenos, e as vermelhas no grupo 2. Veja aqui: http://www.fao.org/ag/againfo/resources/en/publications/World_livestock/2013.htm?fbclid=IwAR2Y37DZcgisawI7tMQgH1jfLrdD0rcoULQNVrUUXIVR-wNZXKjNV5BCeuo


O departamento de nutrição da Universidade de Harvard nos EUA também já retirou o leite da pirâmide alimentar devido aos malefícios à saúde. Uma das razões foram os diversos estudos relacionando o consumo de leite com o câncer de mama e de próstata. Em 2015 a Escola de medicina de Harvard chegou a publicar um artigo sobre cálcio reafirmando que o consumo de leite para prevenção à osteoporose não passa de mito. Para prevenir a perda óssea, a publicação indica o consumo de verduras escuras, pegar sol e a prática de atividade física, como natação.
Link para a publicação: https://www.hsph.harvard.edu/nutritionsource/what-should-you-eat/calcium-and-milk/calcium-full-story/


Hoje sabemos que o consumo de leite pode favorecer o surgimento de problemas como acne, anemia, diabetes, obesidade, osteoporose.... e câncer. Nos últimos anos diversos médicos vem alertando a população sobre os riscos do consumo de leite, inclusive profissionais do Albert Einstein, considerado um dos melhores hospitais do país. Contudo, invés de ouvir o que esses médicos estão nos trazendo, muitas vezes esses médicos são ridicularizados, isso quando não são até mesmo atacados pela indústria leiteira. Mais abaixo colocarei alguns links de vídeos com entrevistas com esses médicos onde é possível ver comentários como “Tenho 22 anos de idade, sempre tomei leite e tô viva.” Seguindo esse raciocínio, podemos dizer que até Coca-Cola é bom para a saúde, já que tem pessoas com bem mais de 22 anos que tomaram refrigerante a vida inteira e também estão vivas.


Esses são alguns dos estudos citados:


1 - Em 2007 o European Journal of Clinical Nutrition publicou um estudo em que foram avaliadas 2.109 mulheres de oito países europeus que tinham participado de um estudo anterior de câncer de mama. O estudo demonstrou que níveis elevados de IGF-1 estavam associados ao consumo de proteínas de origem animal. O IGF-1 é um hormônio produzido pelo fígado e que em níveis aumentados pode estimular a carcinogênese. O estudo também levou em conta outros fatores como consumo energético, idade, índice de massa corporal, tabagismo e atividade física.
Link para o estudo: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16900085

2 - O periódico British Journal of Medicine é especializado em artigos de saúde e em 2014 publicou um estudo da Universidade de Uppsala (Suécia) em que foi constatado que o consumo de leite de vaca prejudica a saúde dos ossos, do coração e colabora para a incidência de alguns tipos de câncer. O estudo acompanhou 61.433 mulheres por 20 anos e 45.339 homens por 11 anos. A conclusão do professor Karl Michaelsson foi que os açúcares naturais presentes no leite causam um processo de oxidação e de inflamação nas células, o que promove o aparecimento de diversas doenças. A gordura saturada e o colesterol, também presentes naturalmente no leite, colaboraram para os resultados negativos do produto no grupo estudado. O estudo também mostrou que o leite in natura é até pior que os produtos derivados, como queijos e iogurtes. Nessa parte os resultados foram ruins para os participantes de ambos os sexos, mas de forma bem mais agressiva para as mulheres. “As mulheres que bebiam três ou mais copos de leite de vaca por dia tinham o dobro de chance de morrer no final do estudo do que aquelas que bebiam menos de um copo por dia. E aquelas que tiveram uma alta ingestão de leite também tiveram um risco 50% maior de fratura de quadril.” – disse Karl. Apesar do Ministério da Saúde do Brasil indicar até 3 porções diárias de leite e derivados, o estudo realizado pelo professor Karl considerou essa quantidade como “alto consumo de leite”. “Nossos resultados podem questionar a validade das recomendações de consumir grandes quantidades de leite para prevenir fraturas por fragilidade.” – completou Karl. 

Link para o estudo: https://www.bmj.com/content/349/bmj.g6015

3 - O "The China Study" foi um estudo realizado com populações rurais da China que durou 20 anos. O estudo iniciado em 1983 e encerrado em 2003 foi conduzido por T. Colin Campbell, PhD em Bioquímica, Nutrição e Microbiologia, pela Universidade de Cornell, nos Estados Unidos. O estudo conclui que alimentos de origem animal promovem o câncer e outras doenças graves, enquanto os de origem vegetal previnem e podem até curar. A caseína, principal proteína do leite, foi considerada ‘o mais relevante promotor do câncer já descoberto’, nas palavras do próprio Campbell. Em 2009 Campbell deu uma entrevista ao The Huffington Post sobre a relação dos alimentos de origem animal com o câncer e outras doenças. "os nutrientes de alimentos baseados em animais, especialmente a proteína, promovem o desenvolvimento do câncer onde os nutrientes de alimentos vegetais, especialmente os antioxidantes, revertem o estágio de promoção. Esta é uma observação muito promissora, porque o câncer progride ou retrocede em função do balanço dos fatores de promoção e anti-promoção encontrados na dieta, assim, consumir alimentos vegetais anti-promotores tendem a impedir o câncer de avançar, talvez até mesmo revertendo a promoção. A diferença entre indivíduos é quase inteiramente relacionada a suas dietas e hábitos de vida." – explicou Campbell. "A maioria das estimativas sugerem que não mais do que 2-3 porcento dos cânceres ocorrem devido a fatores genéticos; quase todo o resto é devido à dieta e hábitos de vida." - completou.

Link para a entrevista: http://www.huffingtonpost.com/kathy-freston/a-cure-for-cancer-eating_b_298282.html

Uma observação interessante é que Campbell vem de uma família leiteira, ele cresceu nesse meio e todos esperavam que seguisse os negócios da família. Seus primeiros estudos eram direcionados para produzir mais proteína animal e de melhor qualidade, mas os estudos acabaram revelando o contrário. Mais tarde, o Dr. Campbell também participou de documentários que promoverem a dieta vegetariana estrita, como Forks Over Knives e Food Choices.


4 - Em 2017 o American College of Cardiology publicou em seu jornal online um estudo que relaciona padrões alimentares e alimentos específicos à saúde cardiovascular e também à saúde em geral. O artigo afirma que uma dieta saudável deve evitar gorduras saturadas e transaturadas, sódio, açúcar e grãos refinados e mostra a relação entre o aumento na mortalidade por doenças cardíacas com um alto consumo de proteína animal. O estudo também afirma que alto consumo de proteína vegetal pode previr doenças. "Todas as fontes de proteína animal (ovos, peixe, frango, carne vermelha, e carne processada) foram relacionadas com o aumento de mortalidade por todas as causas relativamente às proteínas vegetais, com as carnes processadas sendo associadas com mais mortes por doenças cardíacas e o consumo de ovos com mais mortes por câncer.", concluiu o Artigo. O estudo recomenda somente o consumo de laticínios nas versões pobres em gordura e de forma limitada.

Link para o estudo: http://www.onlinejacc.org/content/69/9/1172

->Para quem se interessar sobre o assunto, podemos encontrar diversos relatos de pacientes de câncer que decidiram cortar o leite de suas dietas. Um dos que mais me chamou a atenção foi o caso de uma professora britânica chamada Jane Plant que fala sobre sua superação ao câncer de mama com a eliminação dos laticínios de sua alimentação. Ela inclusive fala do IGF-1. “o leite e a carne de animais leiteiros contêm quantidades significativas de IGF-1... mulheres na pré-menopausa com altos níveis de IGF-1 têm um risco maior de câncer de mama, e homens com altos níveis correm maior risco de sofrer de câncer de próstata do que aqueles com níveis mais baixos. No entanto, fomos todos criados para acreditar que deveríamos beber um litro de leite todos os dias.”- afirma Jane. Vale a pena a leitura: https://www.canceractive.com/article/professor-jane-plant-your-life-in-your-hands


Além de câncer também é possível identificarmos a relação entre o consumo de leite e o surgimento de diversos outros problemas de saúde, como por exemplo:

1 - Em 2005 as professoras e doutoras em nutrição da Universidade Federal do Pernambuco, Maria A. A. Oliveira e Mônica O. Osório, publicaram um artigo onde desaconselham o consumo de leite de vaca por crianças pelo risco de favorecer o surgimento de anemia. Elas trazem que o leite de vaca tem quantidades excessivas de proteínas, além de alto teor de cálcio e fósforo, o que dificulta a absorção do ferro. “Apesar de parecer uma opção prática e econômica, o leite de vaca, integral ou diluído em água, adicionado de farinhas e açúcar, não é indicado para crianças menores de 12 meses, pelos inúmeros danos que pode ocasionar à sua saúde. Entre as manifestações clínicas mais comuns, encontram-se as gastrintestinais, respiratórias, cutâneas e anafiláticas. Além disso, como o leite de vaca é o alimento mais freqüente da dieta na fase de desmame... pode favorecer o desenvolvimento da anemia ferropriva” – afirma o estudo.

Link para o estudo: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572005000600004

2 - Em 2013 a Revista Diabetologia publicou um estudo realizado pelo Dr. Guy Fagherazzi no INSERM (Instituto Nacional Francês de Saúde e Pesquisa Médica) relacionando o consumo de leite e carne com o aumento de 56% do risco de diabetes tipo 2. Durante o estudo 60 mil mulheres foram acompanhadas durante 14 anos. O estudo concluiu que alimentos como carne, leite e queijo dificultam a ação da insulina, fazendo com que nosso corpo não consiga transformar o açúcar em energia.
Link para o estudo: http://diabetologia-journal.org/files/Fagherazzi.zip

3 - Em 2015 o portal FoodMed publicou uma matéria relacionando o consumo de leite à diversas doenças, inclusive ao maior risco de fraturas ósseas. A matéria conta com citações à diversos artigos científicos, inclusive sobre o IGF-1.
Link para a matéria: http://www.foodmed.com.br/as-doencas-relacionadas-ao-consumo-do-leite-de-vaca/


4- Um estudo publicado em 2017 na Revista da UniFOA - Centro Universitário de Volta Redonda chamou a atenção para o aumento de acne em pessoas que consomem leite. O estudo comparou indivíduos com diferentes dietas e ficou claro que indivíduos que consomem leite com frequencia tem maior índice de acne em detrimento de indivíduos que mantém alimentação a base de grãos e vegetais. O estudo também levou em conta outros fatores, como o estresse. "O estudo aponta também que o consumo de leite, assim como o de sorvete, mais do que uma vez por semana, aumentou o risco de ocorrência de acne em quatro vezes, o que não se confirma em relação ao consumo de iogurte, queijo, chocolate e nozes. Levinske e Franceschini (2010) afirmam que o aumento da glicose no sangue eleva os níveis de testosterona, o que refletiria um aumento da secreção das glândulas sebáceas. Apesar de o leite possuir baixo índice glicêmico, ele induz o aumento dos níveis do fator de crescimento insulina-simile (IGF-1) por conter estrógeno, progesterona, precursores andrógenos e esteroides, favorecendo o surgimento e/ou agravamento da acne."



Alguns médicos e profissionais da área da saúde que já se dedicaram a derrubar o mito de que devemos consumir leite:


1 - O onco-hematologista Gustavo Vilela, membro do Hospital Albert Einstein, já afirmou que o consumo de leite de vaca pode favorecer o surgimento de diversas doenças, como câncer de mama, próstata e cólon, doenças autoimunes e coronárias, osteoporose, algumas doenças da retina e dos rins, entre outras.

Link: https://www.vista-se.com.br/medico-do-hospital-albert-einstein-alerta-para-o-perigo-do-consumo-de-leite-animal/comment-page-1/

2 - Em 2017 a engenheira química e mestranda em ciências da nutrição humana, Morena Bertuzzi, falou em seu perfil no Instagram sobre a relação ente o consumo de leite, ovos e carne com o surgimento da acne e a propensão à doenças como câncer e diabetes. Segundo ela, o consumo de ovos, carne e leite está relacionado ao aumento da produção de uma enzima (mTORC1) que contribui para a acne. “O leite de vaca tem 3x mais leucina que o leite humano e a leucina está diretamente relacionada ao aumento desta enzima. Doenças mais graves estão relacionadas ao aumento da mTORC1 como o câncer, diabetes e Alzheimer.” – afirmou Morena.
Link: https://www.instagram.com/p/BZ3mITKFNfN/?fbclid=IwAR0Hk-9mB9X2iH8kp_7JNCgAtFA9jlppapOKIRRx7mktCpIT8ERLTUz_5UY

3 - Médico nutrólogo Jose Roberto Kater condena o consumo de leite durante programa da Record em duas oportunidades:

-> https://www.youtube.com/watch?v=0HfU7mRkMTk&feature=youtu.be&fbclid=IwAR3JexGIhF0ep-7CMMJG2fOfs2sEFZkzEa1aHdBQsNCRqPvR0WgvE1l1W0U

-> https://www.youtube.com/watch?v=erS6H_icaBQ&feature=youtu.be&fbclid=IwAR0Jvwzx6KkgQQtkwgkIlIyYzvl9WVhhcnMY9qds51WYqlPoy6ljuAHpsEs

4 - Médico Gabriel Azzini nos dá 5 motivos para não consumirmos leite:

https://www.facebook.com/hojesouvegetarianovegano/videos/1650278171679509/UzpfSTEwMDAwMDAyNTk1OTM2NjpWSzo2OTI3NzkyMzc1OTA2NDE/


🔴 Mais informações:

https://www.facebook.com/notes/maria-jos%C3%A9-nia-guedes/venci-o-c%C3%A2ncer-ao-cortar-os-latic%C3%ADnios-e-alimentos-de-origem-animal/582354798549445/

https://www.anda.jor.br/2015/02/universidade-harvard-retira-leite-lacticinios-piramide-alimentar/

https://www.mapaveg.com.br/alimentos-de-origem-animal-promovem-o-cancer-aponta-estudo

https://www.youtube.com/watch?v=xX1zGwgupjs

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

É oficial. Opção vegetariana nas escolas não é mais cara nem mais difícil


O desejo dos pais esbarra muitas vezes nos argumentos das autarquias, que financiam as refeições, ou nas objeções das empresas, contratadas para fornecer refeições. Havia que esclarecer de uma vez.

“Durante uma semana substituímos por legumes, a carne e o peixe usados na confecção de pratos tradicionais portugueses.Tudo o resto era igual. E fizemos contas. Não há que enganar”, explica à TSF Pedro Graça, o diretor do Plano Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, da Direção Geral de Saúde. “São tão simples umas refeições como outras, só substituímos alguns ingredientes, e em muitos casos até ficou mais barato.”

Uma preocupação foi garantir refeições equilibradas, com todos os nutrientes. Pedro Graça defende que também é simples, basta saber o valor nutricional de cada alimento. Pode ser necessário recorrer a alguns suplementos como ferro ou vitamina B12, mas em regra só quando as refeições não incluem laticínios nem ovos. “O mais importante é que haja acompanhamento de um profissional de saúde, um nutricionista”.

O Manual agora disponível no site da Direção Geral de Saúde (DGS.PT) , vai um pouco mais longe; às questões de saúde junta argumentos ambientais e económicos. Defende o uso de legumes nacionais, de preferência produzidos localmente, “é não só uma forma de criar emprego, de criar produtores locais, como representa menor impacto ambiental, por não exigir grandes viagens para transportar os alimentos”, defende Pedro Graça.

Desta forma, afirma o diretor do Plano Nacional de Promoção da Alimentação Saudável, também é mais fácil contornar alguns problemas a que os vegetarianos não escapam: produtos processados, excesso de sal ou excesso de açúcar, sal ou demasiada gordura, soja geneticamente manipulada vinda de outros continentes. “Sim, porque ser vegetariano não é necessariamente ser saudável”.

Fonte: Olhar Animal

sábado, 1 de outubro de 2016

Iniciativa de estudante de Física aumenta opções de alimentos veganos na Uerj

NOTA: É a isso que eu me refiro digo que temos que nos mexer e nos fazer sermos ouvidos. Sempre que vejo veganos reclamando que não encontram produtos nos mercados perto de sua casa, eu sempre sugiro que conversem com o gerente ou com o dono do estabelecimento. Muita gente acha que não adianta, que não vão dar atenção.... Muitas vezes não adianta mesmo, mas muitas outras vezes adianta!! Podemos fazer a diferença e propagar cada vez mais o veganismo. Lembrem: não é por mim, nem por você, é pelos animais!! 




Diante da falta de opções de comidas veganas na universidade, Gabriel Ramos, do 9º período do curso de Física e adepto do veganismo há quatro meses, sugeriu ao dono da Cantina do Gê (localizada no 3º e no 12º andar) que começasse a vender produtos desse tipo. O estudante fez toda a comunicação com fornecedores e participou da escolha do cardápio. O menu vegano conta com coxinhas de jaca e alho poró, quibe de tofu, bolinho de aipim com soja e pastel de forno de palmito – todos livres de proteína animal e derivados.
Os lanches custam R$4,80 e estão fazendo sucesso entre alunos e funcionários, vegetarianos e não vegetarianos.
Gabriel Diniz, um dos responsáveis pela lanchonete e quem aceitou a proposta do novo cardápio, conta que na primeira semana encomendou somente 60 unidades para fazer um teste e que tudo acabou em um dia. “Apesar de não ser adepto, sempre achei muito interessante. A procura é grande, me surpreendeu e, por isso, agora estamos estocando. Queremos montar uma linha vegana. Semana que vem chegam também os alimentos doces”, informa.
Segundo a The Vegan Society (Inglaterra), a mais antiga entidade vegana do mundo, o veganismo é um estilo de vida que busca excluir, na medida do possível e do praticável, todas as formas de exploração e de crueldade contra animais – seja para alimentação, vestuário ou outra finalidade. Os adeptos têm em comum “uma dieta baseada em vegetais, livre de todos os alimentos de origem animal, como carne, laticínios, ovos e mel, bem como produtos como o couro e qualquer produto testado em animais”.
O estudante de Física conta que, há dois anos, teve vontade de virar vegetariano, mas até então não estabelecera uma meta; apenas optava por outros pratos para substituir a carne, ainda sem grande esforço, pois não tinha chegado ao nível de consciência necessário para tal atitude. Foi quando assistiu a um vídeo na internet intitulado Da fazenda ao frigorífico que tomou a decisão: “Na mesma semana já parei com tudo. Nem ovos, nem queijo, porque tudo isso faz parte do mercado, não só a carne. A produção dos derivados é tão cruel quanto.”
– Isso também depende muito da consciência, não é só saúde. Porque saúde a gente vai sempre adiando, mas, quando se trata da consciência de que a gente está fazendo mal a outros seres que nada fizeram a nós, a gente para pra pensar mais a fundo – ressalta Gabriel.
Os alunos vegetarianos e veganos da Uerj sofrem com a falta de um cardápio adequado a sua dieta no restaurante universitário. Por conta disso, criaram nas redes sociais o grupo Veganos Uerj – por um bandejão inclusivo, que possui 250 membros. Lá, eles compartilham descobertas de novos alimentos e estabelecimentos, iniciativas, questionamentos e eventos coletivos (como piqueniques).
Brenda Ferreira, ex-aluna de Administração, relata que raramente tem esse tipo de comida no bandejão. Por isso, muitas vezes leva comida de casa ou procura alternativas como tapiocas e hambúrgueres especiais nas redondezas da instituição.
Gabriel também evidencia as dificuldades para almoçar ou jantar no restaurante da Uerj: “A opção vegetariana e vegana no bandejão parece que é só uma vez na semana, então, nos outros dias a gente fica comendo arroz, feijão e salada. Às vezes, na guarnição vem um legume – um chuchu, uma cenoura. Mas, às vezes, vem batata, que, geralmente, é feita com margarina comum, e aí a gente acaba não consumindo. Eu já reclamei com a nutricionista, sempre se pode fazer uma coisa mais inclusiva, abranger também o vegano, mesmo que seja um simples creme, para que a gente tenha uma refeição completa e saborosa como qualquer outra pessoa.”
Com exceção das cantinas do 3º e do 12º andar, nenhuma outra possui lanches veganos. Apesar disso, todas as lanchonetes têm pelo menos uma opção de salgado vegetariano. Os mais encontrados são pão de queijo, esfirras de queijo e espinafre, pasteis de ricota com tomate seco e de banana com canela, e croissants de minas com cebolinha. Esses alimentos são bastante procurados, porém, custam um pouco mais caro que os demais – fator negativo apontado pelos próprios comerciantes. Ainda assim, eles vêm buscando se adequar para atender à crescente demanda do grupo, embora lidem com a falta de fornecedores que produzam alimentos especificamente veganos.
Os restaurantes self-service espalhados pela Uerj apresentam os mesmos problemas do bandejão. Possuem legumes, saladas e grãos, mas a maioria não tem opção de proteína vegetal.
– Não trabalhamos com isso. Até existem pessoas que pedem, mas meu cardápio não comporta. Eu gostaria, acho muito legal e interessante, mas não tenho espaço no balcão. Talvez um dia eu até monte um restaurante vegano, tenho vontade. Mas, aqui na Uerj, não acho que seja prioridade. Temos saladas bem variadas. Esses alimentos são mais caros, eu teria que aumentar o valor da comida e isso poderia atrapalhar as vendas – explica a responsável pela cozinha do Crisfam, que oferece comida a quilo no 5º andar.

Fonte: UERJ Chama

terça-feira, 1 de abril de 2014

Sencientocentrismo X Biocentrismo

Considere a seguinte pergunta:
“Por que adotar o critério da senciência, e não, o critério ‘estar vivo’?”
Anatomia comparativa com relação às estruturas capazes de gerar experiências, entre um boi e um pepino.
Ou seja, essa pergunta quer saber por que respeitar apenas aqueles seres capazes de ter experiências e não, respeitar tudo o que é vivo (vegetais, fungos, bactérias, vírus, etc.). Em resumo, a pergunta em questão quer saber que critério de consideração moral adotar: o da senciência ou o biocêntrico. Muitas vezes, a defesa dos animais não humanos é vista como uma posição biocêntrica. Abaixo, tento explicar por que não é esse o caso:
Por que adotar o critério da senciência? A resposta é que o fato de um organismo ser senciente (ou seja, capaz de experimentar sensações) é uma condição necessária para que haja alguém “dentro” desse organismo, alguém que prefere estar em determinados estados (experiências positivas) e não em outros (experiências negativas). Os organismos meramente vivos, em termos do que é relevante para a moralidade de como tratá-los, são como objetos artificiais tais como tijolos, sapatos, meias, camisetas: não há alguém “ali dentro” a quem respeitar. Assim sendo, não há como prejudicar esse objeto, já que ele não prefere se encontrar em um estado e não em outro (já que não há alguém que é esse objeto e, portanto, esse objeto não experimenta nada).
Quando alguém fisga um peixe e o iça, por exemplo, uma razão para se considerar essa prática errada se dá porque ela causa sofrimento (portanto, causa uma experiência mental negativa) ao peixe. Quando alguém mata um ser senciente, mesmo sem causar dor, a razão para se considerar essa prática errada se dá porque ela impede que o ser em questão tenha experiências prazerosas (portanto, impede experiências mentais positivas). Compare por exemplo com quebrar um tijolo ou cortar uma laranja ao meio. Não há razão direta alguma (ou seja, razões que digam respeito ao objeto que diretamente é atingido pela ação) para se objetar a tais ações. Poderíamos objetar apenas por razões indiretas: alguém poderíamos ferir alguém ao cortar o tijolo ou a laranja, por exemplo. Isso é assim porque a laranja, assim como tijolo, não sente nada de negativo ao ser cortada e nem tal corte a impede de desfrutar coisa alguma de positivo (já que ela não é alguém, e, portanto, não é capaz de experiências). É possível dizer, por exemplo, que o tijolo “foi beneficiado” ao ser colado depois de ser destruído, ou que a laranja “foi prejudicada” por ter sido pisoteada, mas esse sentido é meramente metafórico, já que não há alguém “ali dentro”, que é a laranja ou o tijolo, que foi beneficiado ou prejudicado.
Plantas não possuem nenhuma estrutura funcional capaz de fazer surgir experiências.
Se ainda tem dúvidas quanto às razões para se rejeitar o critério da vida e para se adotar o critério da senciência, considere o exemplo a seguir:
O filósofo Oscar Horta [1] oferece um exemplo, com vistas a defender que é a senciência, e não, a vida biológica, que é relevante quanto ao erro em matar. Esse exemplo valerá também, como veremos, para outras questões sobre prejudicar e beneficiar, e não apenas, a questão do matar. O exemplo é o seguinte: assuma por um momento que não haja nenhuma vida após a morte. Supondo que você esteja na posição de escolher entre:
(1) Morrer agora (sem nenhuma vida após a morte) ou;
(2) Ficar biologicamente vivo por mais vinte anos, na completa inconsciência (sem nenhuma sensação, nem mesmo sonhos), sem chance alguma de recuperar a consciência, e depois morrer (sem nenhuma vida após a morte).
A pergunta é: faz diferença do seu ponto de vista, o que acontecerá depois da escolha de alguma das duas opções? Obviamente não. De qualquer maneira, você, o indivíduo que habita aquele corpo, morre agora, quer escolha a opção 1 ou 2. Parece que toda diferença que podemos alegar a favor de alguma das duas opções apelará a preferências de amigos, parentes, ou às suas próprias preferências, enquanto ainda é senciente, quanto ao que fazer com o seu corpo (que são todas preferências de seres sencientes). Ou ainda, poderia-se apelar ao possível benefício para outros pacientes com relação à doação de órgãos, que também é apelar ao benefício para seres sencientes. Assim sendo, nesse exemplo, você – o indivíduo que habita aquele corpo – quer escolha a opção 1, quer escolha a opção 2, morre agora.
Mas, na segunda opção, o seu corpo continua biologicamente vivo. Se o biocentrismo estivesse correto, não apenas teríamos obrigação de escolher a opção 2 e respeitar tal corpo vivo mas vazio, mas, além disso, teríamos de dizer que o respeito por tal corpo vivo vazio teria de ser do mesmo grau que o respeito devido quando havia alguém a habitá-lo. Mas, novamente, faz sentido perguntar: de que maneira seria possível prejudicar literalmente esse corpo vazio, já que ele não valoriza se encontrar neste ou naquele estado? Assim sendo, o exemplo acima parece mostrar, ao invés, que é a capacidade para a senciência que é relevante moralmente no que diz respeito não somente ao erro em matar, mas a qualquer outra questão em que alguém tem a possibilidade de ser prejudicado ou beneficiado.

Fonte: Especismo Não!

segunda-feira, 31 de março de 2014

O argumento das plantas

Considere o seguinte argumento:
“A proposta de se respeitar os animais está errada, pois plantas também estão vivas”.

Esse argumento pode querer dizer várias coisas diferentes:
(1) acusação de hipocrisia: que os defensores dos animais são hipócritas por defenderem que é errado matar os animais mas não as plantas, e que isso mostra que não há dever de não matar os animais;
(2) redução ao absurdo: afirmar que, “se é errado matar animais, então é errado matar plantas, o que é absurdo; logo, não é errado matar animais”;
(3) fazer uma crítica ao critério da senciência, e defender, ao invés, o critério da vida biológica para explicar quais seres é errado matar.
(4) fazer uma reivindicação que parte de uma redução coerentista da moralidade: reivindicar que os que defendem que é errado matar os animais tem o dever de não matar plantas, mas quem não defende que é errado matar animais não tem dever algum, nem para com animais nem para com plantas. Isso é assim porque a redução coerentista da moralidade mantém que tudo o que importa é alguém ser coerente com o que defende na prática, mas que não há dever de se defender este ou aquele princípio.
Seja lá como interpretemos essa objeção, ela não sustenta a conclusão de que é correto matar seres sencientes. Vejamos o motivo, em cada uma das possibilidades de interpretação da objeção:
(1) Se a interpretamos como uma acusação de hipocrisia, há dois problemas. O primeiro, é que os anti-especistas só seriam hipócritas ao defender ser errado matar animais e ser correto matar plantas se o critério que utilizassem para defender que matar animais é errado fosse o fato de estarem biologicamente vivos (um critério que incluiria as plantas). Mas, não é isso que a proposta anti-especista defende. O anti-especismo defende que o erro em matar se dá porque a vítima é privada de desfrutar experiências positivas. É isso que explica o erro em matar seres sencientes em geral, humanos e não humanos. Plantas não são seres capazes de experimentar sensações. Assim, anti-especistas não estão a ser hipócritas.
O segundo problema é o seguinte: supondo que fosse comprovado que anti-especistas fossem hipócritas. Imagine por exemplo que alguém acredita que o erro em matar animais se dá pelo fato de estes estarem biologicamente vivos, mas defende que é correto matar plantas, apesar de elas estarem biologicamente vivas. Esse alguém seria hipócrita. Mas, o fato de alguém ser hipócrita não prova que o que está a defender está errado (e o fato de alguém não ser hipócrita não prova que o que está a defender está correto). Imagine, por exemplo, que essa pessoa do exemplo também afirmasse que é errado matar humanos porque estão biologicamente vivos (e, imagine que, além disso, essa pessoa fosse hipócrita e assassinasse seres humanos). Não segue daí que é correto matar humanos, só porque alguém é incoerente com o critério que aplica. Isso porque as razões contrárias e favoráveis à plausibilidade de um critério são totalmente independentes do caráter de quem o propõe e de se quem o propõe o aplica coerentemente.
Ou seja, do fato de alguém aplicar um critério incoerentemente, ou ser hipócrita quanto ao que defende, não há possibilidade alguma de deduzir se o critério em questão é um bom ou mau critério, e em quais decisões esse alguém está a acertar ou errar quando aplica esse critério. Ou seja, do fato de alguém aplicar incoerentemente um critério (seja o critério da vida biológica, o da senciência, ou outro qualquer), não conseguimos saber se nós devemos aceitar ou rejeitar tal critério, e então, saber que decisão deve-se tomar. A mesma questão apareceria também se a pessoa não fosse hipócrita e fosse coerente. Assim sendo, de qualquer maneira, tem-se que avaliar a plausibilidade dos critérios propostos para explicar o erro em matar, independentemente do caráter de quem os propõe e de se quem os propõe aplica-os coerentemente ou não.
(2) Se interpretamos, ao invés, como uma redução ao absurdo, é falsa a conexão que é sugerida. Já que o critério proposto para explicar o erro em matar animais é a privação do desfrute de experiências positivas, não segue daí que, se for errado matar animais, é errado matar plantas (já que plantas não são capazes de experiências). Da mesma maneira que, da afirmação de que é errado matar humanos não segue daí que seja errado matar plantas (embora siga daí que é errado matar qualquer ser senciente, independentemente de espécie, já que aquilo que explica o erro em matar humanos explica ao mesmo tempo o erro em matar outros seres sencientes). Isso porque a principal razão para ser errado matar humanos é o prejuízo para a vítima. E, esse prejuízo se dá devido a não ser mais possível ela experimentar sensações positivas – algo que acontece no caso de qualquer ser senciente, independentemente de espécie. Mas, vamos supor, para efeito de argumentação, que ser errado matar plantas se seguisse de ser errado matar animais. Afirmar que isso seria absurdo não prova que é absurdo. Teria-se de mostrar o que há de errado com o critério proposto em questão.
(3) Se interpretamos, ao invés, como uma defesa do critério da vida biológica, não segue-se a conclusão de que é correto matar animais. Se o que se está a fazer é afirmar que os anti-especistas erram por explicar o dano da morte através da privação das experiências positivas (e defende-se então, ao invés, o critério “estar biologicamente vivo” como fundando o erro em matar), segue-se daí que é errado matar animais (já que estão biologicamente vivos).
O proponente do critério da vida biológica poderia alegar que o que está a defender é: já que animais e plantas estão igualmente vivos, no sentido biológico, tanto faz qual deles se mata. Mas, veja o que isso implica: implica que seria igualmente válido escolher matar os humanos, já que estão biologicamente vivos também. Diante disso, o proponente de tal critério poderia objetar que os humanos possuem certas características que as plantas não têm, que tornam pior matar um humano. Mas, o mesmo poderia ser afirmado dos seres sencientes de outras espécies: são capazes de experimentar sensações, o que torna pior matá-los (supondo, para efeito de argumentação, que matar plantas é um erro). Contudo, independentemente de todas essas implicações, essa discussão só faria sentido se o critério da vida biológica fosse um bom critério para explicar o erro em matar. Mas, existem várias razões para se adotar, ao invés, o critério da senciência.
(4) Se interpretarmos, ao invés, como uma reivindicação que parte de uma redução coerentista da moralidade, ou seja, como reivindicando que “se você defende respeitar os animais, tem que respeitar plantas; eu não defendo respeitar os animais, então, não tenho que respeitar as plantas”, então há três problemas.
O primeiro é que, como vimos, reivindicar que há a obrigação de se respeitar os animais não implica haver obrigação de se respeitar as plantas, já que o critério proposto é a capacidade de sofrer e desfrutar, e não, estar biologicamente vivo.
O segundo, é que, se não existir a obrigação moral de se respeitar plantas (que é o que o especista está a sugerir), essa obrigação não existiria para ninguém, nem mesmo para os que acham que ela existe (e nem, também, para os defensores dos animais). Assim, não faria sentido exigi-la dos defensores dos animais. Por outro lado, se existir a obrigação moral de se respeitar os animais, essa obrigação vale para todos (incluindo quem está a lançar o argumento das plantas), e não apenas para quem já concorda com essa obrigação. Ora, alguns reconhecem essa obrigação devido às razões eu existem a favor dela, e, obviamente, essas razões existem com total independência de as reconhecermos ou não. Se as razões para a existência de uma obrigação só passassem a existir no momento em que as reconhecemos, não haveria o que reconhecer, já que elas não existiriam antes desse ato. Além disso, todas essas razões fazem referência ao que acontece às vítimas (o fato de os animais sofrerem e serem privados de desfrutar caso morram, por exemplo), e isso é totalmente independente do reconhecimento dos agentes de tal obrigação.
O terceiro, é que só faria sentido assumir uma redução coerentista da moralidade se houvessem melhores para se acreditar que todo e qualquer critério moral fosse igualmente arbitrário. Em próximas postagens, discutiremos essa idéia. 

Fonte: Olhar Animal

sábado, 23 de junho de 2012

Sobrevivente de um campo de concentração nazista explica porque NÃO comia animais


Edgar Kupfer-Koberwitz foi um sobrevivente do campo de concentração Dachau. Em pedaços roubados de papéis de rascunho e com pedaços de lápis, ele manteve seu diário secreto, que veio à tona após ser libertado em 29 de abril de 1945.

“Eu me recuso a comer animais porque eu não posso me alimentar do sofrimento e da morte de outras criaturas. Eu me recuso a fazer isto porque eu mesmo sofri tão dolorosamente que eu consigo sentir as dores dos outros pela lembrança dos meus próprios sofrimentos.

Eu sou feliz, ninguém me persegue; por que eu deveria perseguir outros seres ou causar-lhes sofrimento? Eu sou feliz, eu não sou um prisioneiro; por que eu devo transformar outras criaturas em prisioneiros e jogá-las em jaulas?

Eu sou feliz, ninguém está me machucando; por que eu deveria machucar os outros ou permitir que sejam machucados? Eu sou feliz, ninguém me maltrata; ninguém vai me matar; por que eu deveria maltratar ou matar outras criaturas ou permitir que sejam maltratadas ou mortas para meu prazer e conveniência?

Não é natural que eu não inflija a outras criaturas a mesma coisa que eu espero, e temo, nunca seja imposta a mim? Não é a coisa mais injusta fazer estas coisas aos outros sem nenhum propósito além do gozo deste insignificante prazer físico, às custas de mortes e tormentos?

Estes seres são menores e mais desprotegidos do que eu, mas você pode imaginar um homem racional, de sentimentos nobres, que basearia-se nestas diferenças para afirmar o direito de abusar da fraqueza ou da inferioridade de outros? Você não acha que é justamente o dever do maior, do mais forte, do superior, de proteger a criatura mais fraca ao invés de matá-la?
 
 Eu quero agir de uma maneira nobre.

Eu me lembro da horrível época da Inquisição e eu lamento constatar que o tempo dos tribunais dos hereges ainda não terminou; que todos os dias os homens cozinham em água fervente outros seres que lhes são entregues pelas mãos de torturadores. Eu fico horrorizado ao pensar que estes homens são pessoas civilizadas, não brutos bárbaros, não nativos. Mas, apesar de tudo, eles são apenas primitivamente civilizados, primitivamente adaptados ao seu meio cultural. O europeu médio, flutuando entre idéias eruditas e belos discursos, comete todos os tipos de crueldades com um sorriso nos lábios, não porque ele seja obrigado a fazer isto mas porque ele quer fazê-lo. Não porque ele tenha perdido sua capacidade de refletir e compreender as terríveis coisas que ele está executando. Oh, não!! Apenas porque ele não quer ver os fatos. De outra maneira ele seria interrompido e aborrecido no desfrute de seus prazeres.

Considerando somente as necessidades, alguém pode, talvez, concordar com estas pessoas. Mas, será isto realmente uma necessidade? Esta tese pode ser contestada. Talvez exista algum tipo de necessidade para estas pessoas que ainda não evoluíram à personalidades conscientes.

Eu não estou pregando para eles. Eu escrevo para você, para um indivíduo ainda atento, que racionalmente controla seus impulsos, que sente-se responsável interna e externamente por seus atos, que sabe que nossa suprema corte está instalada em nossas consciências e que não há uma corte de apelação contra isto. Existe alguma necessidade que leve um homem totalmente consciente de si mesmo a respaldar uma matança? Em caso afirmativo cada indivíduo tem que ter a coragem de fazê-la com suas próprias mãos. Esta é, evidentemente, uma covardia miserável: pagar à outras pessoas para sujarem suas mãos de sangue e abster-se do horror e da consternação de fazê-lo…
 Eu penso que os homens continuarão a ser mortos e torturados enquanto os animais forem mortos e torturados. Enquanto isto haverão guerras, também, porque matar precisa ser treinado e aperfeiçoado em pequenos objetos, moral e tecnicamente. Eu não vejo razão para se sentir ultrajado pelo que outros estão fazendo, nem pelos pequenos ou grandes atos de violência e crueldade. Mas, eu penso que já está mais do que na hora, de se sentir ultrajado por todos os pequenos e grandes atos de violência e crueldade que realizamos contra nós mesmos. E porque é mais fácil vencer as pequenas batalhas do que as grandes, eu penso que devemos tentar vencer primeiro nossas tendências às pequenas violências e crueldades, para evitar, ou melhor, para superá-las de forma final e definitiva. Então, o dia chegará quando será fácil lutar e superar até mesmo as grandes crueldades. Mas, nós ainda estamos adormecidos, todos nós, em hábitos e atitudes herdadas. Elas são como um molho suculento que nos ajuda a engolir nossa crueldade sem sentir seu amargo gosto.

Este é o ponto: Eu quero crescer em um mundo melhor onde uma lei maior conceda mais felicidade, em um mundo novo onde o mandamento de Deus impere: “Amai-vos uns aos outros”
Vítimas do holocausto libertadas de Dachau

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Querem criticar??? Antes, vejam o que vocês mesmos financiam!!!!!

Já ouvi críticas de algumas pessoas por compartilhar no Facebook imagens de cães machucados que precisam de resgate. Dizem q sofrem por ver e não poder fazer nada. Depois, essas mesmas pessoas, que não ajudam e ainda criticam, sentam-se a uma mesa para um belo churrasco. Se querem convencer alguém de que tem pena de algum animal deveriam pelo menos se dignar a assistir esse vídeo para ver o que estão financiando. Gente HIPÓCRITA!!!!!!


domingo, 22 de janeiro de 2012

Conselho Regional de Nutrição publica parecer a favor do vegetarianismo

O parecer completo pode ser visualizado AQUI.

"PARECER CRN-3

Vegetarianismo


O Conselho Regional de Nutricionistas – 3ª Região, dando continuidade ao Projeto “Ponto e Contra Ponto”, para discussão de diversos temas polêmicos e de interesse para a atuação do nutricionista, divulga o resultado das discussões sobre Vegetarianismo, quando profissionais analisaram as questões nutricionais, sociais e culturais inerentes ao tema.
Nesta discussão, destacaram-se as seguintes considerações:

– os seres humanos são animais onívoros que podem consumir tanto os produtos de origem animal como vegetal. Por sua natureza biológica, o homem pode comer o que quiser. As vicissitudes ambientais, associadas à pulsão de vida vêm determinando as alterações evolutivas nos costumes alimentares;

– vegetariano é aquele que exclui de sua alimentação todos os tipos de carne, aves e peixes e seus derivados, podendo ou não utilizar laticínios ou ovos;

– a alimentação vegetariana é praticada, atualmente, por diversas razões - científicas, ambientais, religiosas, filosóficas, éticas. Estudos científicos demonstram que é possível atingir o equilíbrio e a adequação nutricional com dietas vegetarianas- ovolactovegetarianas, lactovegetarianas, ovovegetarianas e até veganas, desde que bem planejadas e, se necessário, suplementadas;

– a dieta vegetariana estrita (vegana) não apresenta fontes nutricionais de vitamina B12, que deve ser fornecida por meio de alimentos fortificados ou suplementos. Os elementos que exigem maior atenção na alimentação do ovolactovegetariano são: ferro, zinco e ômega-3. Na dieta vegetariana estrita deve haver atenção, além de vitamina B12, para cálcio e proteína;

Diante destas considerações, o CRN-3 RECOMENDA aos nutricionistas para que estejam atentos ao seguinte:

1) Qualquer dieta mal planejada, vegetariana ou onívora, pode ser prejudicial à saúde, levando a deficiências nutricionais.

2) As dietas vegetarianas, quando atendem às necessidades nutricionais individuais, podem promover o crescimento, desenvolvimento e manutenção adequados e podem ser adotadas em qualquer ciclo de vida.

3) Indivíduos com distúrbios alimentares (anorexia nervosa, bulimia, ortorexia e outros), em algum momento da evolução da doença, estão sujeitos a adotar dietas restritivas de qualquer tipo, vegetarianas ou não e devem ser avaliados nesse contexto.

4) A adequação nutricional da dieta vegetariana estrita (vegana) é mais difícil de atingir e exige planejamento e orientação alimentar cuidadosos, incluindo suplementação específica.

Ao nutricionista cabe orientar o planejamento alimentar dos indivíduos, visando à promoção da saúde, respeitando as individualidades e opções pessoais quanto ao tipo de dieta. Aspectos biológicos, psicológicos e socioculturais da relação entre o indivíduo e os alimentos devem sempre ser considerados, no processo da atenção dietética.
CRN-3
Colegiado 2011-2014"

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Natal: Época de paz e harmonia?

O natal é uma festa cristã para comemorar o nascimento de Jesus que teria ocorrido à 2010 anos atrás em um presépio. Não podemos deixar de falar nos 3 reis magos que foram visita-lo na noite de seu nascimento. Esse momento simbólico é sempre representado pela imagem de um presépio onde há vacas e ovelhas entre outros animais. Nos esenhos infantis esse momento é sempre mostrado de forma bela, parece que os animais também estão contemplando o nascimento do filho de Deus como se entendessem aquele momento. Só que a Bíblia em nenhum momento fala que para comemorar o nascimento do menino Jesus, José ou algum dos reis magos teria matado algum daqueles animais para comemorar o nascimento de Cristo. Então porque nós fazemos isso para comemorar o nascimento de Jesus? 
Praticamente quintuplica-se o abate de perus e frangos nessa época em que as pessoas tanto desejam PAZ. Porcos, e outros animais tabém são em quantidade bem maior do que no resto do ano. Só acho que Jesus não aprovaria isso...  E o que dizer de quando essas mesmas pessoas desejam saúde???? Se esbaldando em gordura.... E ainda quando falamos em vegetarianismo as pessoas perguntam: "Mas o quê que tu come?". Felizmente muitas pessoas compreendem realmente o significado da paz e da harmonia e comemorarão esse Natal sem derramar sangue. Essas pessoas farão uma ceia farta para o Natal, cheioa de alimentos saudáveis e saboros, e assim ficarão com o corpo e a mente leves.
Só para exemplo, clique aqui e veja a receita de uma lasanha vegana.




Casos de espíritos do livro A desencarnação dos Animais

O livro "A DESENCARNAÇÃO DOS ANIMAIS" é psicografado pelo espírito do veterinário Fabrício, que desencarnou na década de 70 e cont...